Cinquentinha, a piada mortal
50mm Canon FD/C - Lente muito comum na época do Filme.
Olá, e seja bem vindo ao meu Blog pessoal, esse artigo será postado em meu grupo no Facebook, o Câmeras High End, onde nós temos a missão de ajudá-lo a escolher seus equipamentos e começar na fotografia, já deu uma chegada lá? Então, vamos ao conteúdo.Quem é no mínimo meu conhecido, sabe que eu tenho um ódio mortal pela distância focal equivalente à 50mm (35mm em APS-C e 25mm em MFT), na verdade, eu tenho um desprezo por qualquer distância focal entre 50mm e 85mm, e aqui, vou argumentar o por que disso. Não sou nem de perto dono da verdade, e todo conteúdo que você ler aqui deve sim ser comparado à opiniões diferentes para a formação da sua.
25mm 1.2 Zuiko, equivalente à uma 50mm f/2.8 em um sensor FullFrame
Primeiro de tudo, precisamos descobrir o Paciente Zero, por que raios recomendam tanto essa lente? Bom, a resposta é simples, 50mm em FullFrame representa o campo de visão notável do ser humano, aquilo que conseguimos prestar total atenção, ou seja, se vemos a foto com nossos olhos, podemos reproduzi-la. Outro motivo é a abertura f/1.8, o que resulta em um desfoque maior, e uma entrada de luz maior por um preço baixo.Aí nós temos o primeiro problema, quem recebe a recomendação e compra uma 50mm para uma APS-C vai ter na verdade 75mm, ou se tiver uma MFT vai ter 100mm, equivalente a uma tele-zoom, não se tornando versátil em absolutamente forma alguma. Nosso olho, na verdade, possui o campo de visão do aproximado a 28mm (18mm em APS-C ou 14mm em MFT), esse campo de visão a mais responde a nossa visão periférica, e por isso, parece que não temos uma 50mm no olho, mas esse não é o único problema.
16mm f/1.4, equivalente a 24mm f/2.2, onde nossa liberdade criativa é muito mais ampla.
Se voltarmos ao nosso post de lentes, você vai encontrar o termo compressão, e o jeito que uma lente compressa, é muito diferente do que o nosso olho executa essa tarefa. Isso ficou muito complicado, vamos fazer um teste prático, saia de casa, leve sua câmera ou celular, olhe para a lua à olho nu, você consegue enxergá-la quase que perfeitamente, mas se apontar a câmera, ela vai ficar minúscula, mesmo com uma 50mm, isso é por conta de vários (D)efeitos óticos. E por aqui já basta para eu odiar essa distância focal. Não é versátil e não corresponde em nada ao reproduzir nossa visão, muito menos nos da liberdade para expressar criatividade de uma forma geral, é por isso por exemplo, que eu prefiro lentes Wide, como 24mm ou 28mm.
O fator f/1.8 em lentes baratas - salvo algumas, possuem fraqueza em lidar com tanta luz, pelo simples fato de serem baratas e não possuírem elementos complicados de serem fabricados. O termo f-stop de abertura, se deve ao diâmetro da iris dividido pela distância focal, por isso que algumas lentes tem a abertura variável por exemplo. Mas isso não se diz exatamente a transmissão de luz, pois depende muito mais do que uma simples abertura de iris. Esse número é medido em T, como é lido nas lentes de cinema, mas o que isso tem a ver? Bom, se você pegar uma lente Sony FE 50mm f/1.8 e uma Canon EF-S 50mm f/1.8, a Canon tem uma transmissão de 1.9T, enquanto a Sony tem 2.8T, e sim, nesse caso quanto maior, melhor. Então não, a abertura não condiz com luminosidade, eliminando outro ponto de argumento de nossos queridos sabixões.
Canon 50mm f/1.4 em uma EOS 6D, aqui temos um lente com ótica condizente e qualidade suficiente para torná-la útil
Outra coisa é o desfoque, sim, 1.8 tem mais desfoque que uma lente 2.8, mas o desfoque pode ser mais bonito até mesmo em 3.5, pois depende também da tecnologia dos elementos responsáveis por isso. Mas mais do que isso, ainda há o fator de corte, pois 1.8 em APS-C se transcrevem em 3.5 em FF. Aberturas altas também acarretam em dificuldades de foco em câmeras de entrada, até mesmo as top de linha de sensor APS-C, além de que, a profundidade de campo é muito menor, assim, dependendo da situação, tornando sua abertura máxima quase inútil, como em paisagens, por exemplo. O que quero dizer é, você vai se pegar usando f/3.5 em 99% das vezes, pois a dificuldade da câmera trabalhar com elementos tão ruins e tanta luz entrando, vai lhe irritar e muito. A única coisa bonita que vejo nesse tipo de equipamento, são as Bokeh Balls, que convenhamos, não é tão difícil de conseguir.
A diferença é muito relevante em f/1.2, onde as lentes são de alta qualidade, entre f/1.8 e f/2.8, a diferença só é relevante quando levamos em conta o perfeccionismo.
Quem recomenda essa lente sem ao menos perguntar o seu campo de trabalho, ou o sistema que usa, é um merecedor de adjetivos contrários ao de alguém inteligente, disseminando a desinformação, causando inclusive, frustração em iniciantes. De qualquer forma, temos aqui no Blog mesmo, um guia de escolha, que você pode usar pra se basear e fazer sua próxima escolha.
Bom, você leu tudo até então, e eu me despeço deixando esse post livre para você compartilhar por ai, com os devidos créditos é claro, há uma sessão de comentários abaixo e espero ouvir seu feedback, ostetti aqui, cambio, e desligo.





